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16 de março de 2013

O quinto sábado

(from Jay Vaquer's album "Umbigobunker")
... só um mês? Mais parece um século!

Cá estou eu, no quinto sábado desde que o mundo virou de ponta-cabeça, só pra te escrever algumas linhas e expor minha alegria pra parede. Sim, porque esse blog é que nem aquela parede onde a gente anota frases de música, cola o pôster do filme favorito e escreve um palavrão de vez em quando, só pra contrariar a ordem vigente.
Ordem vigente.
Aquela que acontecia até o dia em que eu quis te conhecer. E convidei. E você aceitou. Até aquele dia em que a gente se encontrou pela primeira vez e eu soube que era você. Mas tive que esperar até o fim do dia pra ter certeza, mesmo.
Certeza.
Aquele arrepio que a gente sente, bem lá no fundo da alma, dizendo que alguma coisa está inevitavelmente e indelevelmente sendo construída. Aquele friozinho na barriga que dá quando você me diz que quer estar comigo. Eu também quero, eu também gosto, eu também não me importo com o resto do mundo e o que quer que aconteça.
E o que vai acontecer?
Só Deus sabe.
Tal qual uma exilada de um país distante, sigo com essa saudade que aumenta a cada vez que minhas mãos precisam deixar as tuas, meus braços precisam te largar e os pés andam na direção contrária à que o meu pensamento ordena.
Ordem?
Não existe mais ordem que tire você dos meus pensamentos, o sorriso da minha boca e a sua voz dos meus ouvidos. Já nomeei teus braços minha fortaleza, teu peito meu travesseiro e tudo o que você me traz de bom como espólio de guerra. Nada mais justo, já que você levou embora meu coração e aquele vazio que insistia em dar sinais de vida às vezes.

Obrigada por ter bagunçado a minha vida. Te amo.

18 de março de 2012

Surpreenda-me!

Não vou recitar a mesma ladainha de sempre, prometo.

Ou não.

É impossível não repetir certas coisas quando realmente se acredita que sejam estes os detalhes que fazem tanta diferença no final das contas...

(Sugiro dar o play)
Zeca baleiro - telegrama by minha radiola

Já cantou o maranhense José Ribamar Coelho Santos que sentia-se mais solitário que um paulistano. O paulistano Kléber Cavalcante Gomes assomou que não existe amor em SP. Já o dizem as pichações por todos os muros da cidade, implorando mais amor, por favor. Serão os habitantes da megalópole assim tão ímpares?

Acho que faltam, na verdade, rituais. Em algum lugar entre queimar sutiãs e tornar os divórcios mais rápidos do que o pagamento das prestações da festa de casamento perdeu-se o olhar, desejar, tocar, dançar. Um amigo riu ontem quando eu disse que há pessoas que sentem-se bem ao caminhar na multidão, apenas para esbarrar em outras pessoas, para sentir o contato físico de algum outro ser que não ele(a) próprio(a). Não riam. Há pessoas que não vêem outra saída.

Mulheres, parem com essa babaquice de "eu sou auto suficiente e posso chamar um cara pra sair se eu quiser". Pode, mas não deve fazê-lo sempre. Homens, parem com essa babaquice de "ela vai dizer não só pra me deixar mais excitado". A Mulher que te quiser vai dizer "Sim!" - assim mesmo desse jeito, com exclamação e tudo! (Veja bem, Mulher, favor não confundir com qualquer outro ser do gênero feminino como Piriguete ou Menina-mimada-que-só-quer-atenção)

Por que não abrir uma porta, aceitar uma gentileza, simplesmente dizer um elogio ou aprender a recebê-lo sem ligar o alarme de emergência máxima dentro do coração? O mesmo amigo que riu da minha teoria disse algo que me fez pensar. "Eu quero uma mulher que me faça querer ser um gentleman, que me faça sentir vontade de fazer as coisas por ela".

Mercado temos. Falta apenas o investimento certo ;)

12 de junho de 2010

Ele

Ele é um cara bacana, e lindo. Ele é o meu melhor amigo. Sempre achei que ele fosse um pouco velho demais pra entender o que se passa na minha cabeça. Engraçado como não sei se percebi que no fundo ele era uma criança grande ou se fui eu que amadureci no meio do processo.

Sempre que eu tenho algum problema tento esconder dele, mas ele acaba descobrindo. Ele sabe o que acontece comigo só de me olhar. Ele é uma pessoa de poucas palavras, mas sempre tem o dom de me dizer verdades simples e pertinentes.

O primeiro buquê de flores que eu ganhei na vida, foi ele que me deu. Ele já me fez chorar milhões de vezes, tenho certeza que ainda vai me fazer chorar mais alguns milhares. Mas aprendi muita coisa com a teimosia e a franqueza por vezes excessiva que ele tem.

É o homem que eu amo há muitos anos. É aquele pra quem eu sempre dou presente no dia dos namorados. Nem que seja um abraço. Nem que seja um post no blog.

Parabéns, pai =)

25 de outubro de 2009

Meio século


Fui ontem à festa de bodas de ouro do irmão do meu avô. Chorei litros, revi alguns primos e tive lembranças de pessoas com as quais não convivi, mas que fazem parte da grande (em vários sentidos) família Piasentin.

Meu avô morreu há 24 anos, menos de uma semana depois do casamento do meu pai. O irmão dele é muito parecido com ele, e está com setenta e alguns anos, lúcido porém com alguns movimentos comprometidos. A saúde uma hora pede as contas, certo?

Cumprimentei velhos, não tão velhos e novos primos de segundo, terceiro e quarto grau. Meu pai e meus tios a cada 2 minutos diziam: "Vem conhecer o tio". Pra eles a festa foi bem mais interessante do que pra mim, já que cada par de olhos que me olhavam acompanhava um sorriso sem graça e sempre a mesma pergunta: "Você é filha de quem?". Pra eles foi uma forma de relembrar os domingos da infância passados na casa da nona, regados a Crustolle e vinho para os mais velhos.

Não sei se por muito amor ou por muita teimosia (ou por uma incrível mistura dos dois) os pais da minha mãe estão juntos há 55 anos. Nesta festa eu mais do que assistir ajudei também a preparar homenagens, fazer convites, decorar igreja. Já presenciei algumas bodas de ouro nestes 22 anos. Dos irmãos dos meus avós, dos meus próprios avós, de amigos do meu avô que ele considera irmãos. Nenhuma é igual à outra, mas todas são igualmente emocionantes.

Todos eles superaram dificuldades, crises e diferenças para estar juntos. Deixaram muita coisa de lado pra passar o resto da vida com as pessoas que amavam. Andava eu meio cética a respeito de vida a dois, mas ontem me lembrei que tenho na minha vida exemplos de sobra que me fazem ter certeza que se for a pessoa certa valerá muito a pena.
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