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18 de março de 2012

Surpreenda-me!

Não vou recitar a mesma ladainha de sempre, prometo.

Ou não.

É impossível não repetir certas coisas quando realmente se acredita que sejam estes os detalhes que fazem tanta diferença no final das contas...

(Sugiro dar o play)
Zeca baleiro - telegrama by minha radiola

Já cantou o maranhense José Ribamar Coelho Santos que sentia-se mais solitário que um paulistano. O paulistano Kléber Cavalcante Gomes assomou que não existe amor em SP. Já o dizem as pichações por todos os muros da cidade, implorando mais amor, por favor. Serão os habitantes da megalópole assim tão ímpares?

Acho que faltam, na verdade, rituais. Em algum lugar entre queimar sutiãs e tornar os divórcios mais rápidos do que o pagamento das prestações da festa de casamento perdeu-se o olhar, desejar, tocar, dançar. Um amigo riu ontem quando eu disse que há pessoas que sentem-se bem ao caminhar na multidão, apenas para esbarrar em outras pessoas, para sentir o contato físico de algum outro ser que não ele(a) próprio(a). Não riam. Há pessoas que não vêem outra saída.

Mulheres, parem com essa babaquice de "eu sou auto suficiente e posso chamar um cara pra sair se eu quiser". Pode, mas não deve fazê-lo sempre. Homens, parem com essa babaquice de "ela vai dizer não só pra me deixar mais excitado". A Mulher que te quiser vai dizer "Sim!" - assim mesmo desse jeito, com exclamação e tudo! (Veja bem, Mulher, favor não confundir com qualquer outro ser do gênero feminino como Piriguete ou Menina-mimada-que-só-quer-atenção)

Por que não abrir uma porta, aceitar uma gentileza, simplesmente dizer um elogio ou aprender a recebê-lo sem ligar o alarme de emergência máxima dentro do coração? O mesmo amigo que riu da minha teoria disse algo que me fez pensar. "Eu quero uma mulher que me faça querer ser um gentleman, que me faça sentir vontade de fazer as coisas por ela".

Mercado temos. Falta apenas o investimento certo ;)

25 de novembro de 2010

The sounds of silence

Este é o quinto dia em que tento escrever alguma coisa pra que alguém - ou ninguém, como sempre - leia. Quero contar dos shows maravilhosos que vi, das besteirinhas tão símplices que soube que fizeram alguém feliz lá longe, de tudo o que me vem passando pela cabeça nesses cinco dias em que a rotina fez questão de se impor, quase como que avisando: "pode pisar nas nuvens pelo tempo que for, porque de mim você não foge!"

"De hoje não passa", pensei. Queria escrever um texto genial, falando de como burlei a segurança e entrei no festival com um perigosíssimo pacote de salgadinho de soja escondido. Ou de como passei o sábado todo à base de uma batata assada e meia, algumas cervejas e um punhado de biscoitos tipo "sembei" com gergelim. Queria dizer que nunca na vida tive tanto medo de um barco viking, eu que achei que já estivesse grandinha demais pra isso.

Achei que fosse essencial falar da companhia, já que amigos tanto próximos quanto distantes estavam lá. Imaginei como seria legal se a Tânia, por exemplo, lesse isso aqui e lembrasse que, sem querer, ela passou do meu lado no show dos Novos Paulistas. Pra que marcar encontros quando o Acaso já se preocupa com isso? E quando o acaso não basta, nada que uma foto não possa trazer os amigos que estão lá nas terras do Norte pra assistir aos shows conosco:


Pensei tambem em contar do friozinho na barriga que senti quando ouvi os primeiros agudos do Mika dominando aquele palco imenso. Do quanto eu pulei ao som de músicas que ouço há quase quatro anos. Do quanto eu lembrei de coisas que já não existem mais, enquanto ele pedia "A little bit of love, little bit of love..." Fui forte, as lágrimas - de saudade, tristeza ou arrependimento - não vieram. Também não poderiam, era dia de festa.

Festa da Dani, um dos presentes que Deus colocou na minha vida e falou "Toma conta que essa aqui é peça rara". Pra que gastar dinheiro com algum presente qualquer quando se pode ver os olhos da sua amiga brilhando, porque ela está a poucos metros do cara que embalou muitos momentos da vida dela? Não tem dinheiro que pague isso, nem escassez de ingressos que te impeça de importar um diretamente de Campinas ;)

Não podia omitir o fato de ter conhecido o Wagner e de ter aproveitado o show do Pavement em ótima companhia. Eu prometi que não ia atrapalhar, que ia ficar bem quietinha, e acho que cumpri direitinho =) Isso porque também não posso esquecer a cereja do bolo, ter sido praticamente expulsa do Playcenter com um "Vai pra casa, são-paulino" que eu tenho certeza que foi pra ele. No meu time, não!

Escreveria sobre a organização muito boa, sobre a cerveja aguada, quente e cara, sobre todas as forças que se foram enquanto eu pulava, gritava e me amassava no meio de tanta gente. Eu faria disso uma tentativa de esgotar todas as lembranças em palavras, para que esse loop eterno finalmente saísse da minha cabeça. É realmente constrangedor ser flagrada por um aluno enquanto você canta baixinho "Fun for an hour till the hour's gone | Can one trick night feed fourty days?"

4 de junho de 2010

Paz

É geralmente aquilo que todos desejam a si mesmos e aos outros na semana entre o Natal e o Ano Novo, certo? "Paz na terra aos homens de boa vontade", e outras frases de efeito que vemos estampadas por aí. Mas será que essa paz consegue durar um ano inteiro pra ser desejada apenas a cada fim de ciclo?

Estamos em Junho. Já se passaram seis meses. Cadê a Paz? Morreu.

Morreu nas palavras duras enviadas e recebidas em inúmeros emails e tweets perdidos por aí. Morreu nos lábios de pessoas que diziam querer o meu bem. Morreu nos gestos de egoísmo, nos palavrões, na falta de empatia. Morreu.

Sold my soul for coins of silver
Yeah I did, so it seems
In a world where love gets colder
There's defeat, in my kiss
(30 coins)

Hoje cedo recebi um convite pra um show neste fim de semana, da banda Pax. Paz? Não para aqueles que não gostam de barulho. As músicas são gritadas, a distorção se faz presente e a bateria não dá descanso. Dá pra reconhecer um pouco de Oficina G3 (nos bons tempos), Living Sacrifice e P.O.D. Interlúdios entre as quatro faixas e as imagens que vêm junto com o EP criam um ambiente propício à reflexão. Paz? Só para aqueles que passam por essa reflexão e percebem que existe muito mais para se preocupar do que um punhado de palavras duras, mentiras e desamor.

Try again, try again,
You will not hurt me today!
(Gates of Death)

Conheci o Arthur (guitarra/vocal) e o Thiago (baixo) há exatamente 7 anos e 4 dias. Duas pessoas maravilhosas que a rotina (ou a falta dela) me impede de ver com a frequência que gostaria. Baixei o álbum e ouvi com muita alegria e orgulho. Os meninos cresceram. Eu cresci. O tempo passou de um jeito que (acho) ninguém esperava. E deu saudade daquela época em que nosso maior medo era não passar no vestibular.

We don't care getting beaten or bruised
we've been to the mountain Top
We refuse to deny the message of the cross
or to sell it out
(Landslide)

Talvez domingo seja dia de rever os meninos. Recomendo, pra quem não estiver fazendo nada e quiser fugir da Parada multicolorida assistindo a um bom show de rock cristão. Clube Sattva, às 15h. R$10. (Flyer AQUI)

10 de setembro de 2009

Da semana que insiste em terminar

Semana atípica, de extrema felicidade e momentos únicos. Novos e velhos amigos, reencontros inesperados e uma alegria e saudade sem tamanho que invadiram minha alma. A lista de acontecimentos da semana:

- Dona Maria fez 80 anos no domingo. Festa em casa, família reunida, lágrimas e mais lágrimas. Tente fazer seu primo de 2 anos falar "Vovó, parabéns" para uma câmera, e você verá o que é dificuldade, hahah.

- Meus "sete de setembro" nunca significaram independência. Nunca vi uma fanfarra mas também nunca faltou uma festa ou viagem pra aproveitar o feriado. Felizmente o 07/09/09 foi maravilhoso, fantástico, perfeito, sensacional. Show da Bresser no Tatuapé, banda e fãs reunidos em volta de uma mesa, planos pro futuro e lembranças de um passado recente. (Chegar em casa à meia noite e bronca posterior são itens de série)

- Terça-feira com cara de segunda, semi-dilúvio em São Paulo, descobrir que faço parte de uma das famiglias mais lindas do mundo, a Brezzi. Sair 15 minutos mais cedo do serviço. Pegar zero trânsito na Marginal Tietê e na Dutra, e descobrir o que fazer pra que isso aconteça sempre: alagar a Anhanguera!

- Quarta dos colegas e da profissão... Na ex faculdade, encontro dois alunos do 3º ano que reconheceram minha voz, da época em que eu fazia um jornal acadêmico e ia de sala em sala distribuir pautas e recrutar repórteres. Fiquei feliz por ter realizado um grande sonho (por mais que hoje o pobre periódico esteja em coma eterno). Uma amiga - jornalista e agora designer - virou bixete de novo e passei por lá pra dar um "oi" e saber como estão as coisas. Além disso encontrei um outro amigo (jornalista quase formado) que dividiu comigo algumas horas de novidades e segredou planos para os próximos anos. Vida bandida e deliciosa.

- Quinta das loucuras musicais, de sair cantando alto Travis e U2, pela primeira vez sem me importar realmente com isso. Além de cantar e batucar no meio da rua, por que não quase dançar ao som de Gotan Project? Passeio rápido pela Paulista depois do expediente, em ótima companhia. Quinta da saudade e da esperança que o dia acabasse logo pra vir a sexta que coroa a semana perfeita.

- Sexta... Ah, ainda é um mistério, mas posso afirmar que à noite teremos "reunião de família" na Lapa, com pelo menos duas horas de boa música e quem sabe mais alguma surpresa.

Pra que eu quereria mais da vida, se são essas pequenas coisas que me deixam feliz?

29 de agosto de 2009

Um texto diferente

O texto de hoje não é meu. Quer dizer... é, mas não é. Com minha mania de escrever demais às vezes saem palavras que não podem ser de Sarah Kelly. Para isso eu tenho múltiplas personalidades, pra assinar com diferentes nomes sem nunca deixar de colocar em palavras aquilo que se forma nos pensamentos. Apresento hoje Lúcio Paulo, paulistano de 27 anos que gosta de andar por aí e ficar quietinho nos cantos, apenas olhando a cidade seguir seu caminho...
______________

Lapa. Seis e meia da tarde de uma sexta-feira qualquer... "Que lugarzinho esse pra onde você me mandou, hein?"

Ela passou por mim falando ao celular. Desceu do ônibus um pouco desorientada, eu a vi dormindo pela janela. Deve ter sido um dia difícil. Parou em frente à banca de jornal e ficou esperando. Esperando. Esperando. Retocou a maquiagem, mexeu no cabelo, olhou em volta. Abriu a bolsa, tirou um jornal e leu duas páginas. Tenho quase certeza que não compreendeu uma palavra do que leu. Seu pensamento não estava ali, e isso estava estampado em seus olhos.

Cansada de tentar se enganar guardou o jornal e começou a passar os olhos pelas revistas penduradas, curiosa. Não tinha cara de quem fosse da região, nem mesmo tinha cara de quem se encaixasse naquele lugar.

Colocou os fones nos ouvidos, ligou o mp3. E riu. Uma risada gostosa, cheia de dentes. Para alguns o que basta é um pouco de memórias de bons momentos.

Olhava o relógio a cada minuto. Estava impaciente. Eu até quis conversar com ela, dar-lhe algo pra fazer enquanto esperava. Mas foi ideia, só; que se foi tão rápido quanto veio.

Entre ficar ao lado da banca de jornais (e no meio do caminho) ou encher seus cabelos de gordura ao lado da barraca de pastel preferiu a segunda opção. Sentou em um banquinho de plástico já bastante surrado e tirou um caderninho da bolsa.

Jornalista ou escritora. Nada mais justificaria todo o tempo em que ela ficou escrevendo. Vez ou outra parava, olhava para os lados e voltava a escrever. Perdi uns bons cinco minutos observando o seu jeito de rodar a caneta entre os dedos, morder a ponta da tampa, e depois rodar de novo enquanto pensava na próxima frase.

Levantou num pulo. Guardou tudo com pressa. Andou até um rapaz de guitarra nas costas. Um beijo no rosto, um abraço demorado. O som estava alto, ele ouviu o que ela estava ouvindo e fez um comentário qualquer sobre a banda. Ela riu. Ele riu. Ela riu de novo, aquele mesmo sorriso que abriu quando ligou o mp3. Desligou o aparelhinho, guardou, e foram embora.

Lúcio Paulo (28-08-09)

8 de agosto de 2009

Noite passada

O dia tinha começado errado pra ela. O amigo não atendia o telefone, e ela não sairia de casa sem antes combinar o que fariam. Era longe demais pra chegar até lá e dar com a cara na porta. Enquanto tentava inutilmente localizá-lo pelo celular, abriu o msn para ler seus emails e ver se o amigo estava online.

O amigo não estava lá, mas o caramujinho sim. Quis falar com ele, saber como estava, conversar sobre a vida, o universo e tudo mais. Conversaram. "E decidiram se encontrar..." O caramujinho tinha uma banda, e sexta-feira era dia de ensaio. O ensaio era longe, mais longe que a casa do amigo que deu um bolo nela, mas ao menos estava confirmado: 21h.

Ela fez de tudo pra chegar às 20h. Iam tomar uma cerveja, trocar considerações sobre o dia, planejar o futuro, discutir o passado. "Nada melhor do que não fazer nada..." Só que era sexta-feira, e ela sabia que o trânsito estaria carregado, mas naquele dia estava impossível, graças ao sr. prefeito (que decidiu encher ainda mais as ruas de carros, ao invés de apenas regulamentar pontos de parada para os ônibus fretados).

Já no meio do caminho avisou que se atrasaria um pouquinho... Acabou se atrasando um poucão. Chegou à estação e encontrou não um, mas dois moços com instrumento nas costas e cara de cansados (estavam esperando lá há uma hora, não podiam ter outra cara!) Seguiram para o estúdio. Lá encontraram o resto da banda e começaram o ensaio.

Músicas conhecidas, outras nem tanto, e conversas sobre tudo o que se pode imaginar nos intervalos. Loucuras à parte, mais três fãs que sempre acompanham os ensaios, um baterista fazendo moonwalking (devidamente documentado), um baixista palmeirense indignado com o campeonato, um tecladista/vocalista se exibindo pras câmeras e um guitarrista/vocalista/caramujo que até deixou que ela escolhesse uma música. Quase um show particular.

Uma noite divertida. Poderia ter sido mais. O metrô poderia ficar aberto a noite toda, e os ônibus poderiam rodar enquanto ainda houvesse gente na rua. A linha do trem poderia não ter dividido o grupo logo na entrada da estação. O caramujinho poderia ter seguido o mesmo caminho que ela, pra continuarem colocando o papo em dia e descobrindo novos assuntos... Mas agora já foi. Quem sabe na próxima sexta-feira...

(PS: Que banda é essa? Bresser!)

6 de julho de 2009

Fã

Não sei de onde vem, mas tenho algumas teorias e motivos pra explicar a minha predileção e dedicação a bandas de amigos. Viro fã de carteirinha sem pestanejar, frequento shows nos buracos mais inimagináveis, ajudo a gravar e vender CDs... Já fui chamada de groupie, já efetivamente assumi esse papel e hoje sou apenas produtora/secretária/RP quando posso. Mas por quê?

A primeira e inegável justificativa é apoiá-los, no que quer que façam, porque gosto deles. Cada pessoa tem um talento diferente, e quando meus amigos percebem dons e aptidões pra música e decidem montar uma banda, por que não dar suporte e incentivar?

O segundo motivo é que eu sou interesseira mesmo, e sempre consigo algumas coisinhas demonstrando que sou uma grande fã. Fico sabendo dos shows bem antes de todo mundo, ouço versões inéditas, gravações bizarras feitas nos ensaios, dou palpite em algumas coisas quando deixam.

A terceira razão é porque eu gosto de ajudar, gosto da bagunça toda. Convidar as pessoas, ajudar na montagem, esperar a hora do show, me divirto muito com isso tudo.

Sendo assim, sempre que posso eu aproveito algumas oportunidades pra mostrar o som dos meus amigos pra outras pessoas que possam se interessar. A propaganda é a alma do negócio, certo? Este é o Sex Shop Night Club, dei um jeito de encaixá-los num programa de rádio na faculdade.


Tem também a banda C!priana, que é internacionalmente conhecida junto com o Sex Shop. (Levei CDs de ambas quando fui fazer intercâmbio na Europa, hehe)

Há os Isabelle Chase Otelo Saraiva de Carvalho, banda portuguesa que eu descobri sem querer, e mesmo com toda a distância sempre que posso dou uma força pro vocal, o Dj Couve. Já fiz uma homenagem a ele aqui.

E a última descoberta do ano é a Bresser, banda paulistana que faz um sonzinho bem bom :) Enjoy it!

"Preciso aprender aquilo que eu já sei e desobedecer a minha própria lei" - Escotilhas, by @bresser



31 de maio de 2009

Amigos

Há algum tempo eu precisava disso: sair com os amigos sem me preocupar em voltar cedo. Os últimos 13 meses foram tenebrosos, complicados, corridos, tudo por causa do lendário trabalho de graduação. Quantas noites em claro e quantos milhares de reais em ligações telefônicas e deslocamentos desnecessários até São Paulo ou Jundiaí!

Por isso, neste fim de semana eu chutei o balde. Sexta feira foi dia de reunir as twitteiras mais lindas de São Paulo pra fazermos uma tarde offline, com direito a compras na 25 de março e um belo almoço perto da faculdade. Risadas, altas verdades e constatações a respeito da Vida, o Universo e tudo mais.

Seguem os tweets, fruto da abstinência da tarde (em ordem crescente).

RT @bhayashi Dia cheio de risadas com @erickamr @sahkelly@rosesoler e @dmariano. Thanks, guys! =D
"O mackenzie é uma Universidade pra pessoas especiais..." #perola by @erickamr
"Cara, isso me faz lembrar muito uma época que eu não vivi!" - @erickamr, ouvindo Strangelove (Depeche Mode)
"Boa, Ericka... Agora, como eu faço pra retwittar isso?" - SK, querendo um celular 3G no meio da Rua Direita, no centro de SP :)
#tarefas de hoje: comprar uma pulseira... #status: #FAIL!
#tarefas de hoje: gastar pouco em material pra desenho... #status: #FAIL!
"Jorge & Mateus... João Bosco & Vinícius..." - #COMO a @erickamr consegue variar tanto as músicas no mp3 dela?
Gente, a @erickamr manda avisar que adora buquês de flores azuis! #ficadica
Sábado eu queria ir à reinauguração do Cine Marabá, mas por incompatibilidade de horários fui pra festa de um amigo e passei lá até a hora em que eu conseguisse pegar um metrô. Conheci cariocas, goianos, caipiras e paulistas. Tomei muito vinho barato. E agora tou de ressaca, escrevendo tudo isso.

Faria tudo de novo. E melhor ainda.

8 de maio de 2009

É grande e notável o ciclo de ser feliz


Eu sempre fui muito interesseira. Nunca gostava quando minha avó dizia que era melhor dar do que receber, e não entendia como poderia ser mais vantajoso eu entregar um presente para outra pessoa, ao invés de guardá-lo pra mim. Por conta disso sempre gostei do meu aniversário, um dia em que todos me davam toda a atenção, em que eu ganhava muitos presentes, e era tudo meu, só meu. (conheço uma pessoa que ao ouvir isso apontaria o dedo na minha cara e exclamaria: "leonina!!!")

Mas isso foi há mais de 15 anos, um tempo em que tudo era cor-de-rosa, até a bicicleta em que eu andava. Muitas coisas mudam na nossa cabeça depois que a gente cresce, mas outras continuam sempre iguais.

Com o tempo fui percebendo que nunca deixei de ser interesseira, e que a minha avó mentiu pra mim. Na verdade, ela não mentiu, ela apenas não me contou a segunda parte da história. Isso porque eu parei um pouquinho de olhar apenas pra mim, e comecei a prestar atenção no que acontecia quando eu dava um presente pra outra pessoa. Meu interesse, hoje, não é no presente em si (embora eu ainda adore ganhar coisas). Meus presentes preferidos, hoje, são:

- gastar todo o meu salário (quando eu ainda tinha um) em coisinhas, saídas e festinhas pros meus amigos
- olhar pra alguma coisa e pensar "isso tem a cara dele!"
- um grande sorriso/beijo
- aquele abraço de urso gostoso
- Frases como "Muito obrigada! Adorei!"

Hoje eu adoro dar presentes pra aqueles que eu gosto. E aprendi recentemente que o dinheiro foi feito pra ser gasto com amigos, namorado, família. Mais vale um gosto do que dinheiro no bolso (esse é outro ditado da minha avó, mas este eu adoro).

E foi pensando nisso que eu desembolsei alguma grana, dediquei algum tempo e muitos selos pra fazer o carteiro entregar uma caixinha amarela lá longe... Tudo isso pra arrancar um sorriso de alguém pela webcam. Só porque eu queria, muito, ouvir (neste caso, ler):

"fiquei super hiper mega power contente"

Sou interesseira. Meu interesse é fazer as pessoas felizes.

28 de março de 2009

A hora do planeta

Conversas de Msn dizem mais do que um grande texto... Portanto passo a reproduzir uma que ocorreu agora há pouco. :D


Sah Kelly diz:
hahah, leia este parágrafo da "folha de sp" portuguesa sobre a hora do planeta, hoje:
Ω Cabelo Ω diz:
hora do planeta?
Sah Kelly diz:
simmm. às 20h30, hoje, todo mundo vai apagar as luzes por uma hora  
Sah Kelly diz:
"protesto"
Ω Cabelo Ω diz:
abracinho AHUHAUHUAHUA
Sah Kelly diz:
:)
Ω Cabelo Ω diz:
ah brother. eu ainda quero usar o pc e o caralho, c foder. protesto contra oq?
Sah Kelly diz:
ahhaaahahahh, naoooo... pode usar o pc, é só apagar a luz mesmo
Ω Cabelo Ω diz:
mas eh protesto contra oq? e pq uma hora?! q absurdo andar no escuro
Sah Kelly diz:
porque o WWF assim determinou
Ω Cabelo Ω diz:
a noite vai ficar moh bonita c mt gente fizer isso *-*.
Sah Kelly diz:
é um protesto contra o aquecimento global
Ω Cabelo Ω diz:
qm eh wwf?
Sah Kelly diz:
uma ong, tipo greenpeace
Ω Cabelo Ω diz:
oooooooooooh
all hail wwf!
Sah Kelly diz:
hahahhahahahaaah
Ω Cabelo Ω diz:
vc vai fzer?
Sah Kelly diz:
não sei, acho meio absurdo isso....
tipo, nós causamos o aquecimento global e agora protestamos contra ele??
como se fosse uma entidade racional?
Ω Cabelo Ω diz:
na vdd qm causa aquecimento global são as grandes empresas que trabalham na area de produção, etc
Sah Kelly diz:
mas a gente tbm colabora
Ω Cabelo Ω diz:
claro, a gnt compra, mas eh um mercado q ou se compra ou se volta para a idade da pedra
Sah Kelly diz:
se fosse pra ser ativista, que nao consumisemos mais os produtos dessas empresas
Ω Cabelo Ω diz:
tipo, não tem como nao usar plastico sabe
Sah Kelly diz:
entao nao adianta pagar de bonzinho agora!
Ω Cabelo Ω diz:
sabe vegetariano, q fala "nao vou comer NADA com carne!"? Tenta isso com plastico
Sah Kelly diz:
hahaahahahahahha usa papel
Ω Cabelo Ω diz:
nao eh pagar de bonzinho... eh mostrar que existe uma conscientização...
não da, ja queimei todos os papéis de casa  
Sah Kelly diz:
aiaiai
Ω Cabelo Ω diz:
tem um site isso dae/
Sah Kelly diz:
tem sim
Ω Cabelo Ω diz:
quero ler mais
Sah Kelly diz:
eu lembro q eu fiz uma materia, pra cobrir a 1ª hora do planeta. Foi em 2007
Ω Cabelo Ω diz:
nao era do pulo? q todo mundo pulava ao msm tempo?
Sah Kelly diz:
naooooo
Ω Cabelo Ω diz:
para mudar a rotação da terra e matar a todos nós?
Sah Kelly diz:
isso era um bando de loucos que decidiu fazer graça
Ω Cabelo Ω diz:
p vc ver oq muda em 2 anos neh
Sah Kelly diz:
pois
Ω Cabelo Ω diz:
2 anos atras queriam lançar o planeta da direção do sol
agora querem desligar as luzes para salvar o planeta
Sah Kelly diz:
ta vendo? pelo menos a chance de morrer queimados é menor
Ω Cabelo Ω diz:
eh p desligar só a sala o.o
ou isso ou ta MUITO mal-traduzido o texto
Sah Kelly diz:
ahh mas vc nao vai deligar a sala e continuar com o quarto aceso, né?
sim, a proposta é só a luz da sala
Ω Cabelo Ω diz:
ahh, entao d boa!
minha sala nem tem luz..
Sah Kelly diz:
hahahahaha
Ω Cabelo Ω diz:
to brincando
Sah Kelly diz:
nao vale!!
Ω Cabelo Ω diz:
tem sim

27 de março de 2009

Feliz Aniversário!

Bem, acho que a imagem fala por si, não é?

Qualquer dia (que não seja uma sexta feira) eu vou analisar os últimos 2 anos da minha vida, pra tentar descobrir por que sempre nas sextas feiras acontecem as piores brigas, as maiores desgraças e as notícias mais chocantes.

Domingo tem festa aqui em casa. Segunda eu conto como foi.
Abs.

20 de março de 2009

Família, família...

"... janta junto todo dia. Nunca perde essa mania."

Lembrei desta música ao ler hoje o texto de uma amiga. Nesta música os Titãs cantam coisas rotineiras que se vê em muitos (quando não, todos) lares brasileiros. A mãe morre de medo de barata, o bebê fica doente, aquele fuzuê e ninguém consegue ver televisão.

Minha família é mais ou menos assim... Minha mãe morre de medo de raios, e quando chove a casa inteira se transforma. As janelas ficam fechadas, a TV desligada, e ela fica no meu pé pra eu desligar o computador ("Pode cair um raio e queimar o micro, filha")... Mesmo mostrando pra ela que o computador tem bateria, e que não está ligado a nenhuma tomada...

Família serve pra nos fazer entender algumas coisas. E pra piorar muito a compreensão de outras. Família é aquele porto seguro que tínhamos quando éramos crianças, mas tem sido atingido frequentemente por tempestades e furacões nestes últimos anos do fim da adolescência e começo da vida adulta de fato.

Compartilho algumas das angústias da minha amiga. Não na mesma intensidade, ou do mesmo modo, pois há problemas diferentes em nossas famílias; mas o que tal fato causa dentro de nós é compreensível por quem já viveu isso. Toda a minha solidariedade a ela, não é fácil viver sua vida sabendo que as vidas que estão ligadas à sua não estão sempre na mesma sintonia.

Abraços pra parede.
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