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12 de junho de 2010

Ele

Ele é um cara bacana, e lindo. Ele é o meu melhor amigo. Sempre achei que ele fosse um pouco velho demais pra entender o que se passa na minha cabeça. Engraçado como não sei se percebi que no fundo ele era uma criança grande ou se fui eu que amadureci no meio do processo.

Sempre que eu tenho algum problema tento esconder dele, mas ele acaba descobrindo. Ele sabe o que acontece comigo só de me olhar. Ele é uma pessoa de poucas palavras, mas sempre tem o dom de me dizer verdades simples e pertinentes.

O primeiro buquê de flores que eu ganhei na vida, foi ele que me deu. Ele já me fez chorar milhões de vezes, tenho certeza que ainda vai me fazer chorar mais alguns milhares. Mas aprendi muita coisa com a teimosia e a franqueza por vezes excessiva que ele tem.

É o homem que eu amo há muitos anos. É aquele pra quem eu sempre dou presente no dia dos namorados. Nem que seja um abraço. Nem que seja um post no blog.

Parabéns, pai =)

10 de setembro de 2009

Da semana que insiste em terminar

Semana atípica, de extrema felicidade e momentos únicos. Novos e velhos amigos, reencontros inesperados e uma alegria e saudade sem tamanho que invadiram minha alma. A lista de acontecimentos da semana:

- Dona Maria fez 80 anos no domingo. Festa em casa, família reunida, lágrimas e mais lágrimas. Tente fazer seu primo de 2 anos falar "Vovó, parabéns" para uma câmera, e você verá o que é dificuldade, hahah.

- Meus "sete de setembro" nunca significaram independência. Nunca vi uma fanfarra mas também nunca faltou uma festa ou viagem pra aproveitar o feriado. Felizmente o 07/09/09 foi maravilhoso, fantástico, perfeito, sensacional. Show da Bresser no Tatuapé, banda e fãs reunidos em volta de uma mesa, planos pro futuro e lembranças de um passado recente. (Chegar em casa à meia noite e bronca posterior são itens de série)

- Terça-feira com cara de segunda, semi-dilúvio em São Paulo, descobrir que faço parte de uma das famiglias mais lindas do mundo, a Brezzi. Sair 15 minutos mais cedo do serviço. Pegar zero trânsito na Marginal Tietê e na Dutra, e descobrir o que fazer pra que isso aconteça sempre: alagar a Anhanguera!

- Quarta dos colegas e da profissão... Na ex faculdade, encontro dois alunos do 3º ano que reconheceram minha voz, da época em que eu fazia um jornal acadêmico e ia de sala em sala distribuir pautas e recrutar repórteres. Fiquei feliz por ter realizado um grande sonho (por mais que hoje o pobre periódico esteja em coma eterno). Uma amiga - jornalista e agora designer - virou bixete de novo e passei por lá pra dar um "oi" e saber como estão as coisas. Além disso encontrei um outro amigo (jornalista quase formado) que dividiu comigo algumas horas de novidades e segredou planos para os próximos anos. Vida bandida e deliciosa.

- Quinta das loucuras musicais, de sair cantando alto Travis e U2, pela primeira vez sem me importar realmente com isso. Além de cantar e batucar no meio da rua, por que não quase dançar ao som de Gotan Project? Passeio rápido pela Paulista depois do expediente, em ótima companhia. Quinta da saudade e da esperança que o dia acabasse logo pra vir a sexta que coroa a semana perfeita.

- Sexta... Ah, ainda é um mistério, mas posso afirmar que à noite teremos "reunião de família" na Lapa, com pelo menos duas horas de boa música e quem sabe mais alguma surpresa.

Pra que eu quereria mais da vida, se são essas pequenas coisas que me deixam feliz?

8 de maio de 2009

É grande e notável o ciclo de ser feliz


Eu sempre fui muito interesseira. Nunca gostava quando minha avó dizia que era melhor dar do que receber, e não entendia como poderia ser mais vantajoso eu entregar um presente para outra pessoa, ao invés de guardá-lo pra mim. Por conta disso sempre gostei do meu aniversário, um dia em que todos me davam toda a atenção, em que eu ganhava muitos presentes, e era tudo meu, só meu. (conheço uma pessoa que ao ouvir isso apontaria o dedo na minha cara e exclamaria: "leonina!!!")

Mas isso foi há mais de 15 anos, um tempo em que tudo era cor-de-rosa, até a bicicleta em que eu andava. Muitas coisas mudam na nossa cabeça depois que a gente cresce, mas outras continuam sempre iguais.

Com o tempo fui percebendo que nunca deixei de ser interesseira, e que a minha avó mentiu pra mim. Na verdade, ela não mentiu, ela apenas não me contou a segunda parte da história. Isso porque eu parei um pouquinho de olhar apenas pra mim, e comecei a prestar atenção no que acontecia quando eu dava um presente pra outra pessoa. Meu interesse, hoje, não é no presente em si (embora eu ainda adore ganhar coisas). Meus presentes preferidos, hoje, são:

- gastar todo o meu salário (quando eu ainda tinha um) em coisinhas, saídas e festinhas pros meus amigos
- olhar pra alguma coisa e pensar "isso tem a cara dele!"
- um grande sorriso/beijo
- aquele abraço de urso gostoso
- Frases como "Muito obrigada! Adorei!"

Hoje eu adoro dar presentes pra aqueles que eu gosto. E aprendi recentemente que o dinheiro foi feito pra ser gasto com amigos, namorado, família. Mais vale um gosto do que dinheiro no bolso (esse é outro ditado da minha avó, mas este eu adoro).

E foi pensando nisso que eu desembolsei alguma grana, dediquei algum tempo e muitos selos pra fazer o carteiro entregar uma caixinha amarela lá longe... Tudo isso pra arrancar um sorriso de alguém pela webcam. Só porque eu queria, muito, ouvir (neste caso, ler):

"fiquei super hiper mega power contente"

Sou interesseira. Meu interesse é fazer as pessoas felizes.

29 de março de 2009

Responsabilidades

Sim, elas  existem, não se pode negar. Por mais chatas que sejam, ou por menores que pareçam a alguns, faz parte de crescer acumular algumas responsabilidades na vida...

Quando eu era miúda adorava festas de aniversário. Eram cheias de amiguinhos, tinha muitas brincadeiras, palhaços, mágicos e brigadeiros. No fim da festa eu estava muitíssimo cansada, e acabava adormecendo em alguma cadeira no salão de festas. Não tinha que limpar nada, nem organizar a bagunça que havia feito. Deixava isso pros adultos - no caso, meu pai e minha mãe.


Hoje, alguns anos depois, a história se inverteu. Aniversário de minha mãe, festa com os familiares e amigos aqui em casa. Sinto-me realmente cansada. Não que eu tenha brincado com meus amiguinhos, ou que tenha comido muitos docinhos. Sinto-me cansada por ter arrumado toda a festa, ajudado a preparar as comidas, e agora à noite ainda ter que ajeitar tudo de novo...

Ainda tenho que terminar uma crítica cultural voltada para crianças, trabalho da faculdade para entregar amanhã. É difícil pensar com a cabeça deles, ainda mais porque as minhas festas de aniversário não têm mais as brincadeiras de antigamente. E eu que pensava que era fácil ter seis anos de idade...
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